Engraçado, tudo começou com uma discussão...
... naquela tarde nem te podia ver e hoje sei que tu também não conseguias estar no mesmo espaço que eu. O pior é que fomos obrigados a estar juntos! Eu, porque sei que tive culpa desse desentendimento, esperei algum tempo para te explicar o porquê de ter explodido logo no primeiro dia que aqui chegaste! E tu, entendeste.
De forma sábia, domaste-me! Foste sabendo levar-me a porto seguro e fazendo baixar as armas que hoje sei estavam em guarda, não deixando ninguém aproximar-se do que era extremamente necessário!
Quando nos cruzávamos os nossos corações denunciam-nos, parecem que saltavam do peito. Eu não escondia o sorriso de menina e tu aquele nervoso que te fazia fugir logo que chegava alguém...
Durante o dia, apesar de apenas existirem fugazes trocas de olhares ainda hoje é visível que o sol brilha de forma diferente quando estamos juntos! E cada vez mais é difícil manter a distância.
Eu vou ficando mais tempo e tu também.
Até aquele dia.
Aquele dia em que os nossos olhos não conseguiram fugir mais e as nossas vozes até ali tremulas, deixaram de se ouvir para o comum dos mortais e num passo roubaste-me um beijo. Não sei se lhe chame o primeiro apenas, porque os nossos lábios quando se tocaram não se conseguiram largar.
Quando demos conta, os nossos corpos meios desnudados estavam envoltos numa cor de branco marfim e dourado bronze, onde as caricias tentavam lutar contra aquele desejo que crescia a cada segundo que passava.
Afastavas-te, dizendo que não podia ser... mas logo me agarravas pela cintura e eu, fazendo o mesmo, afastava-te com a mão, mas puxava no mesmo instante para junto de mim... que luta desigual!
E agora... diz-me?