Passei aqui para deixar um sorriso, um aceno, um raio de sol ... soube tão bem sentir o seu quente hoje. Confortou-me a alma, o coração, o corpo e fez-me acreditar que amanhã é outro dia e que ele está ali sempre para mim, mesmo que atrás de uma qualquer nuvem.
2010-01-17
2010-01-16
Só me apetece gritar
Acabei de ter uma discussão, um bate boca com quem não queria. Sinto uma dor no estômago, parece que levei um murro bem no meio, o pior... bem, o pior é que por estes dias tinha decidido afogar todas as borboletas que pairavam por aqui e acho que este murro as veio libertar, acordar, ressuscitar, não sei? E o coração? Esse parece que está a sangrar, sinto uma dor escondida aqui, bem debaixo da mama esquerda, que está a causar um amargo de boca, como se a voz, que não pode sair, fosse em queda livre até ao estômago. SÓ ME APETECE GRITAR.
Este sentimento que já falei aqui muitas vezes e que posso dizer era bonito, revitalizante... chegou a uma rua sem sentido e olhem que eu até sou boa a fazer manobras, mas não estou a conseguir inverter a marcha, por isso parei.
Não pode ser. Esta sensação de abandono que me tem assolado nestas últimas semanas foi o pior. Se ainda tivesse a trabalhar, mas não, estou metida em casa e tenho todo o tempo do mundo para pensar. SÓ ME APETECE GRITAR.
Lutei, juro que lutei, para não me sentir envolvida emocionalmente por ele... por ti. Tantas vezes pensei na diferença de idades, sim 9 anos não é muito, mas isto apenas soa bem na minha boca quando estou a falar dos outros. Eu lembro-me de ti com 16 anos e nessa altura era eu quem tinha a idade que tens agora. Eras um miúdo, apenas um miúdo. Podias ter ficado assim sabes, não ter crescido, nem te teres tornado alguém inteligente, interessante, bonito, que me faz rir, que apesar de falar contigo todos os dias, não me canso de escutar, aconselhar, dar força, dizer disparates. O verbo falar está mal conjugado, o correcto é falávamos, porque de há uns tempos para cá a coisa mudou e eu sinto tanto a tua falta!
Devo estar mesmo ficar maluquinha só pode, não encontro explicação razoável, inteligente para esta situação. Chegar aos 34 anos e arranjar uma paixão platónica e não correspondida... SÓ ME APETECE GRITAR... Até à quinze dias, a vontade era gritar ao mundo que estava apaixonada por ti!!! Hoje, tenho vontade de gritar: estou Louca!!!
Eu sei que fui fria a falar contigo, arrogante talvez um pouco, mas acredita que nao estou a saber lidar com esta situação. Sinto que estás a fugir, a escorregar pelas minhas mãos como areia que passa por entre os dedos sem que consigamos fazer alguma coisa para a manter. E eu nunca te toquei, não conheço o teu cheiro, nem tão pouco o teu olhar. Não sei se a tua pele é quente, se o teu toque é suave ou marcante, se o teu passo é pesado ou leve.
Depois existem outras pessoas que se aproximam de mim, um deles mora tão perto de ti que irrita. Todos os dias, diz que me quer. Que posso eu dizer a isto? Não deixo que me amem, mas não consigo esquecer.-te . Ainda ontem foi por uma fracção de segundo que no meio de uma conversa, essa pessoa não foi tradada pelo teu nome. A minha saída ontem foi estranha, estive calada a ouvir, mas sempre a pensar em ti. Porra, a pensar em ti??? É ele que me quer tocar, não tu. Acreditas que fiquei sem bateria no carro e a primeira pessoa a quem mandei uma mensagem foi a ti? A ti!
Só me apetece gritar, gritar que não te posso manter mais aqui, mas que não estou a conseguir deixar-te ir. Gritar que fiquei presa em ti!
2010-01-14
Só para deixar uma marquinha
Não é que tenha ignorado o blog, apenas tive um pequeno acidente de percurso no primeiro dia de aulas do 2º Período. Lesionei-me no joelho, a jogar futebol, dirão vocês sim e depois? Bem, sou professora de Educação Física e tenho-me sentido qual passarinho preso numa gaiola... não consigo sequer imaginar passar a minha vida presa em 10cm2 e rodeada por ferros que me impedem de avistar qualquer imagem, sem que seja atravessada por essas linhas!
Eu apenas estou de muletas ou canadianas, como queiram, a tentar descansar. Mas a vontade é de correr de novo para a escola; pegar ao colo os meus miúdos; ouvir todos os palavrões que dizem; separa as tareias; acordar às 7h da matina depois de uma noite quase em branco na conversa; fazer a IC19 cheia de trânsito - o que me dá tempo de escutar muitas e muitas músicas pelas colunas do carro; rir à gargalhada nos almoços com os coleguinhas na Dona Lurdes... enfim saudades de trabalhar.
Passei aqui só para deixar uma marquinha e dizer que tenho muito para contar... fica para os próximos dias.
2009-12-30
Sorriso
Bem primeiro, e antes de qualquer outra coisa, quero dizer que hoje acordei com um sorriso gigante... com umas borboletas no estômago como diz a minha Bárbara e com vontade de encarar o Mundo e oferecer-lhe um pouco deste sentimento.
mas tenho muito para vos contar....
mas tenho muito para vos contar....
2009-12-12
Uma semana
À muito que não deixo aqui a minha marca e acredita que não é por não ter o que dizer, bem pelo contrário. Já escrevi e reescrevi este post mais de vinte vezes, no entanto acabei por considerá-lo sempre inacabado e adiei a sua publicação.
Mas vamos lá fazer um apanhado do que foi esta semana e meia.
Em termos de coração, passei por duas fases distintas. A primeira foi armar-me literalmente em parva e dizer à pessoa em causa, olha isto não pode ser, estou a começar a ficar envolvida e não quero... o que assusta mais que um furacão? Uma gaja virar-se e dizer-nos que está a sentir algo por nós, mas não quer! Depois de um fim de semana afastada não resisti, os joelhos voltaram a tremer, o coração a bater um pouco mais rápido, os olhos a iluminarem-se.... e lá o dedinho carregou na foto, criando uma janela para a sua vida e disse OLÁ. Por mais que diga que não espero nada, porque é isso mesmo que digo, acho que lá no fundo espero muita coisa.
O fim de semana, o tal que me obrigou a fazer uma interrupção, foi passado entre amigos. Desci até Faro e fui participar na afamada Feijoada de Natal da CDP. Este ano no entanto, como o cozinheiro de serviço não estava disponível para a confecção de tão grande pitéu, nós que apenas a sabemos comer, decidimos manter o nome, mas confeccionar um Chilli Natalício.
Foi bom, para não dizer fantástico, rever os amigos e conhecer outros. Realizar a troca de prendas e poder discutir filosofias e formas de vida. Ir à varanda fumar um cigarro e por trás de um vidro ver todos aqueles meninos mexerem e pensar o quanto sou feliz por ter pessoas tão bonitas a acompanharem a minha vida. Por breves instantes imaginei que não tinha saído dali.
Mas estava na hora de voltar, e segunda apesar de ser véspera de feriado lá ía eu iniciar a minha labuta às 8h45. Esse dia foi complicado, estamos todos com a sensibilidade à flor da pele, a necessitar de férias. Ao final do dia fui com a Lena comprar dois telemóveis. Durante os almoços desapareceram misteriosamente, como se para além das teclas e ecrã, também tivessem pernas para se colocarem a andar. Nunca fui acompanhar os miúdos aos almoços, mas provavelmente deve ser de fugir e não é por eles, mas sim porque vão comer ao agrupamento onde os de lá também não são flor que se cheire. Mas lá fomos nós as duas até ao Dolce Vita, compramos esses bens que hoje em dia são tão essenciais, mas tivemos ainda tempo de comer umas castanhas e ver umas quedas na pista de gelo. Dei lá umas gargalhadas valentes, os patinadores de serviço, caso não tivessem nos seus pezinhos aqueles apetrejos, viriam com toda a certeza atrás de mim para me dar um castigo.
Depois foi dar uma corridinha para casa, tomar duche, jantar, vestir-me e voar até ao Coliseu dos Recreios para uma noite diferente. Fui ver Kickboxing.
Espectacular, lógico que ver alguns a cair redondos no chão e outros com a cara a escorregar sangue não me deixou fã incondicional, no entanto outros factores fizeram que o resto desta segunda-feira fosse em grande. Posso começar com testoterona em tronco nú e devo dizer que alguns eram bem engraçados. Depois a apresentação de cada um dos lutadores era realizada como se de heroís se tratassem. O entertainer fez-nos rir em muitas situações, principalmente quando tentou falar inglês muito ao nível do: lets look at the trailler. Depois as meninas, em trajes em tudo diferentes umas das outras e de tamanhos XXXXS. Existia a masoquista, com o seu fato de cabedal onde a casca de laranja saltava à vista, mas muito ovacionada; a estudante, com uma mini-mini-saía com padrão escocês, até os tótós caíam bem; a femme fatal, vestido vermelho e botas pretas e falta-me aqui uma, mas entendes o espírito, não é?! Cada combate tinha três rounds de três minutos cada e que por vezes pareciam durar muito mais do que isso. Eu comecei por mexer-me muito e dei por mim já rouca, com dores na cabeça pelos gritos que dava quando aconteceu o combate do meu colega. Não sei quantas vezes gritei o nome dele, ou as frases: "Força Ricardo", "Dá-lhe Ricardo", mas tive a sensação que a minha agressividade veio toda ao de cima nesses minutos, tipo descarga de energia, mas assim como veio, também se foi, deixando-me cansada.
Passado uns dias tive um combate aqui em casa, não existiu contacto físico, mas teve direito aos três rounds também. Resultado, às 6 horas da manhã estava a fazer as malas e com a decisão tomada que tenho de sair de casa. Preciso do meu espaço. Amanhã vou ver casas com colegas meus.
Na sexta fui jantar com um colega. Ele achou que devia dar-me apoio, que eu não podia estar bem. Espectacular, existem poucas pessoas assim. Mas deu conta que eu sou normal, dentro da minha loucura. Lógico que diz que devia deixar as tecnologias de informação e comunicação em paz e literalmente saltar para cima de certo jovem, e que a diferença de idade de nada interessa, ele já tem idade de um homem. Tirando este aspecto estou perfeitamente saudável! O João é incrível, uma pessoa inteligente, culta, humilde, com muita experiência de vida, fala das coisas com uma paixão e sabedoria, que dá gosto ouvi-lo falar.
Mas fomos ao Pavilhão Chinês, no Príncipe Real. Ele quis mostrar-me o espaço e lá estivemos a conversar, a fumar uns cigarros e a beber um óptimo martini rosato. Depois o jantar foi num restaurante chinês na Ajuda, onde eu comi sushi e legumes. Tão bom, adoro sushi. Aí já tenho água na boca.
Agora está prestes a começar a última semana de aulas, lá tenho de lançar notas, imprimir uma acta, ir ver um filme de natal com as minhas turmas, acompanhá-los a uma festa, organizar um torneio de basquetebol inter-turmas, seguido de um jogo de futebol Alunos X Professores e que culmina com lanche, e dois jantares de natal da escola. Mas isto é uma semana normal de trabalho, vamos lá, parada é que não quero estar.
2009-12-03
Coração vs Razão
Estou mesmo a precisar sair daqui por uns dias. Ando a quebrar todas as regras que eu própria estabeleci e deixei-me envolver por alguém que estás completamente a leste de todas as emoções que tenho sentido nestes últimos dias. Esta sensação de ser adolescente está tirar-me do sério.
Sim, de início até era engraçado lembrar-me dele durante o dia, enganar-me e tratar um colega pelo seu nome, vir-me à memória as conversas que tivemos no dia anterior ou até expressar um sorriso assim do nada.
Mas a realidade começou a assustar, primeiro surgiu a negação - é uma simples amizade que se está a construir e que começou por um apoio. Se tivesse parado por aí, óptimo! Mas não, acabei por me deixar ir nesse estádio de embriagues que me levou ao pior dos caminhos: Estou apaixonada.
Apaixonada por alguém que não pertence ao meu mundo, à minha realidade, por quem isso nunca poderia acontecer, por quem nada sente por mim para além de respeito, carinho e amizade.
Apaixonada por alguém que não pertence ao meu mundo, à minha realidade, por quem isso nunca poderia acontecer, por quem nada sente por mim para além de respeito, carinho e amizade.
Agora quero ver, se a razão ganha esta batalha ao coração...
2009-12-02
Mais uma noite
Não podia de deixar de vir cá deixar marcado o dia de hoje.
Primeiro, porque faz hoje 35 anos que os meus casaram e nos dias que correm tanto tempo juntos é algo incrível. Gostaria de ter a sorte de poder festejar uma data de casamento assim longa, mas não consigo deixar de querer ter um pouco do meu sonho de criança. Encontrar o meu príncipe encantado e ser feliz para todo o sempre. Provavelmente por isso, as minhas relações ficaram condenadas ao insucesso. A barreira é tão alta que ninguém, fora de um conto de fadas a alcançou.
Em segundo lugar, porque vi dois filmes que me tocaram por questões completamente dispares. A Vida é Bela, que mais posso eu dizer. O amor incondicional de um pai que o faz tornar um campo de concentração num jogo de crianças, para que o seu filho não sofra com a maldade dos seres humanos. Depois vi Páginas de Liberdade e recuperei os meus miúdos em cada um daqueles alunos da sala 203, dava tudo para poder dar-lhes um pouco de asas e assim vê-los voar daqui a uns anos para fora da incerteza que é a vida deles.
Por último, as longas conversas que tenho mantido de à duas semanas para cá com uma pessoa que já não vejo à anos. O pior, é que o hábito já é tanto que se está a tornar num vício. Incrível, não é?!
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